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capim dourado: costuras e trançados do jalapão

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A espécie responsável pela manutenção das técnicas tradicionais de artesanato na região central do país é a grande estrela desta exposição, que abriga o trabalho de cinco comunidades artesãs do Jalapão.

 

O Museu A CASA do Objeto Brasileiro inaugura a exposição Capim Dourado: Costuras e Trançados do Jalapão, montada com peças artesanais produzidas por artesãos de cinco comunidades dos municípios de Ponte Alta, São Félix, Mateiros e Novo Acordo, situados na região do Jalapão, no estado do Tocantins. Em todas elas, os fios de capim dourado são os grandes protagonistas.

O capim dourado, ou capim de vereda, como era chamado antigamente, é uma matéria-prima típica da região do Jalapão. Abrir uma exposição dedicada a ele é uma maneira de chamar a atenção para os problemas que o cercam: a espécie vem sendo alvo da biopirataria, onde é contrabandeada em outras áreas do Brasil. Por ser uma via importante para o desenvolvimento socioeconômico da população local, produtores e artesãos do Jalapão buscam obter junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) a proteção ao capim dourado.

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uma joia local

A comercialização do artesanato feito com o capim dourado foi importante para transformar a vida das famílias que vivem no município de Mateiros, a 324 km da capital Palmas, no Tocantins. A comunidade de Mumbuca constitui um dos núcleos fundamentais dessa produção, que graças à crescente demanda de mercado, se expande por outros municípios da região, como São Félix, Ponte Alta e Novo Acordo. 

Mesmo com o passar dos anos, a produção artesanal com o capim dourado continua sendo uma das principais fontes de renda para os moradores das comunidades produtoras no Jalapão. Com o reconhecimento da matéria-prima, grandes artistas do design brasileiro já trabalharam com estas comunidades, que agora veem seus produtos expostos no Museu A CASA pela primeira vez.

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O capim dourado é uma “sempre-viva” da família das Eriocaulaceae, a syngonanthus nitens, que significa “brilho”. A partir dele, são feitos os mais variados tipos de objetos, como potes, jarros, fruteiras, porta-pratos, bolsas, bijuterias, entre outros. Todos são confeccionados por meio de técnicas artesanais herdadas dos povos indígenas Xerente e repassadas aos moradores do povoado de Mumbuca há mais de 80 anos. 

 

Para costurar as hastes do capim dourado, os artesãos usam a seda do buriti, palmeira que nasce nas veredas e nas matas ciliares da região. O processo da costura do capim dourado exige paciência, atenção e cuidado. O material, embora flexível, é frágil, e pode quebrar com facilidade durante o manuseio. 

 

Além disso, para garantir a uniformidade visual das peças, o artesão deve estar constantemente preocupado em manter as mesmas proporções da linha e do capim, do início ao fim da confecção de um produto. Atualmente, alguns artesãos incrementam suas peças com materiais mais modernos como fios coloridos, sementes, miçangas e até linhas douradas importadas.

A mostra é uma realização do Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural (Promoart) e do Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) e Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro (Acamufec), que atuaram em parceria com o Museu CASA do Objeto Brasileiro.

Visitação

DE 15 DE JULHO A 12 DE AGOSTO DE 2011

Sede Museu A CASA

Rua Cunha Gago, 807, Pinheiros • São Paulo, SP

De segunda a sexta-feira, das 10h às 19h

Entrada gratuita

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